A XIII Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ipiranga foi realizada na sexta-feira (18), no CEU Meninos, e terminou com a escolha dos delegados que vão representar o distrito e a região nas etapas municipal e estadual do processo. Para quem mora em Heliópolis, Sacomã e Cursino, é nessa etapa regional que demandas de creche, escola, serviço de convivência e proteção de crianças e adolescentes entram na fila das políticas públicas discutidas na cidade e no estado.

O encontro reuniu trabalhadores da Assistência Social, profissionais da rede de proteção, integrantes da UNAS — União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região — e representantes da sociedade civil, segundo a divulgação feita pela própria entidade nas redes sociais.

Como funcionou a plenária

Depois da mesa de abertura, a plenária foi dividida em seis eixos de discussão. Cada grupo debateu e selecionou propostas para serem levadas adiante, e a conferência também elegeu os delegados do Ipiranga e região para as conferências municipal e estadual.

A divulgação não detalhou quais propostas foram aprovadas em cada eixo, quantas pessoas participaram nem os nomes dos delegados eleitos. Também não há, no material publicado, as datas das etapas municipal e estadual.

Abertura cultural com Guri e Garoto Cidadão

A conferência começou com apresentações do coral do Projeto Guri, que funciona no próprio CEU Meninos, e do projeto Garoto Cidadão, com música e teatro.

Por que a etapa regional importa em Heliópolis

As conferências dos direitos da criança e do adolescente são etapas de um sistema que vai do território ao governo estadual: o que é aprovado na plenária regional e defendido pelos delegados é o que chega às discussões da cidade de São Paulo e do estado. É o mesmo tipo de canal que o morador de Heliópolis usa em outros espaços de participação, como o Conselho Participativo Municipal da Subprefeitura do Ipiranga, que reúne Ipiranga, Sacomã e Cursino.

O CEU Meninos, onde o encontro aconteceu, é um dos equipamentos públicos usados pela rede de educação, cultura e assistência da região e já sedia projetos voltados a crianças e adolescentes, como o Guri.