Heliópolis fica 5 dias sem água e moradores cobram Sabesp
Falta de abastecimento entre 26 de agosto e 1º de setembro afetou famílias da favela, que reclamam da ausência de informações e questionam as melhorias prometidas após a privatização
Moradores de Heliópolis relataram ter passado cerca de cinco dias sem fornecimento de água em casa entre 26 de agosto e 1º de setembro. Segundo os relatos, o abastecimento só foi normalizado em alguns pontos da favela na tarde de 1º de setembro, deixando centenas de famílias sem o recurso durante quase uma semana.
De acordo com os moradores, a rotina das casas foi diretamente afetada pela falta de água para consumo, higiene e limpeza. A reclamação, divulgada pela UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região), envolve não só a interrupção em si, mas também a falta de informação sobre o motivo do corte e sobre a previsão de retorno.
Cobrança à Sabesp após a privatização
A queixa dos moradores chega dois anos depois da privatização da Sabesp, conduzida pelo Governo do Estado de São Paulo. Para quem vive na favela, a pergunta que ficou é sobre onde estão as melhorias no serviço que foram anunciadas na época da mudança de controle da companhia. Os relatos apontam que, além do longo período sem água, faltaram canais de resposta e explicações à população durante a interrupção.
O que fazer em caso de falta de água
Quem enfrenta interrupção no abastecimento em Heliópolis, no Sacomã, no Cursino ou no Ipiranga pode registrar a ocorrência diretamente com a concessionária pela central de atendimento 0800 011 9911, disponível 24 horas, ou pelos canais digitais da Sabesp. Ao registrar, é importante anotar o número do protocolo para acompanhar o andamento e cobrar prazo de solução.
Até a publicação, a reclamação partiu dos moradores e da UNAS; a reportagem não teve acesso a um posicionamento oficial da concessionária sobre as causas da interrupção e o prazo de normalização no território.