Chegou ao fim nesta sexta-feira (28) mais uma edição da Semana dos Direitos Humanos, promovida pela UNAS em Heliópolis e nas comunidades do entorno, dentro da subprefeitura do Ipiranga. Entre os dias 24 e 28 de agosto, projetos sociais, escolas e equipamentos da organização espalhados pelo território ofereceram atividades de formação, reflexão, expressão artística e acesso a direitos para crianças, adolescentes e famílias da favela.

A programação uniu ações que já foram acompanhadas pelos moradores ao longo da semana, como a abertura com oficina de poesia e slam nos CCAs Lagoa e Parceiros da Criança, a roda de conversa sobre direitos no núcleo Pilões, com o CCA Cidade do Sol Imperador, e o aulão de alongamento e dança do SASF Chico Mendes, que ligou o cuidado com o corpo ao direito à saúde.

Um calendário para juntar o território

Criada em 2015, a Semana nasceu da percepção de gestores e diretores da UNAS sobre a necessidade de um calendário unificado entre projetos, escolas e segmentos. Em vez de um evento pontual, a iniciativa funciona como um momento de intensificação de um trabalho que acontece o ano todo nos equipamentos da organização em Heliópolis.

A proposta vai além de listar quais são os direitos: busca fortalecer a capacidade de crianças e adolescentes de reconhecê-los e de cobrar sua garantia no dia a dia do território.

"Quando eles têm acesso aos seus direitos, isso ajuda a fortalecer a luta, porque os adolescentes ficam mais empoderados", afirma Érica Rodrigues, educadora no CCA Imperador.

Novas gerações na mobilização

Para a educadora, envolver os mais novos amplia a força da mobilização comunitária que marca a história de Heliópolis. "Quando temos crianças mais empoderadas, a gente tem pessoas que fazem essa transformação desde os pequenininhos. Não precisamos esperar os mais velhos, que já estavam aqui lutando. Temos mais força para lutar, com as crianças e com os adolescentes", completa.

Com o encerramento desta edição, a UNAS reforça que as atividades ligadas a direitos seguem ao longo do ano nos CCAs, CEIs e demais espaços do território, mantendo viva a articulação entre os equipamentos da favela e das comunidades vizinhas do Ipiranga, Sacomã e Cursino.