UNAS gere 17 CEIs e atende 2.500 crianças em Heliópolis
Em convênio com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, a entidade cuida da primeira infância nas creches e pré-escolas do território do Ipiranga
A UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região) reafirmou o peso do seu trabalho com a primeira infância: a organização administra atualmente 17 Centros de Educação Infantil (CEIs) e atende mais de 2.500 crianças e bebês moradores de Helipa e dos bairros do entorno, no território da Subprefeitura do Ipiranga, em São Paulo.
O atendimento acontece por meio de convênio com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Nesse formato, a rede pública repassa recursos e diretrizes pedagógicas, enquanto a gestão do dia a dia das unidades — matrículas, equipe, alimentação e acolhimento das famílias — fica a cargo da entidade, que já é uma referência histórica na favela.
Educar e cuidar como ações inseparáveis
Para a UNAS, o trabalho nas creches parte da ideia de que bebês e crianças pequenas são sujeitos de direitos, capazes de produzir cultura, conhecimento e formas próprias de entender o mundo. Nas unidades, segundo a organização, cuidar e educar caminham juntos: não se trata apenas de guardar a criança enquanto os pais trabalham, mas de garantir um ambiente que estimule o desenvolvimento desde os primeiros meses de vida.
A oferta de vagas em CEI tem impacto direto na rotina de Heliópolis. Numa região densamente povoada e com grande número de mães que sustentam sozinhas suas casas, a creche em tempo integral é muitas vezes a condição para que os responsáveis consigam trabalhar e manter a renda da família.
Primeira infância no território
Com cerca de 200 mil moradores, Heliópolis concentra forte demanda por educação infantil pública. A atuação da UNAS na área soma-se a outras frentes históricas da entidade no território, que vão da cultura à formação de jovens, e reforça o papel das organizações locais na oferta de serviços essenciais dentro da favela.
A gestão dos 17 centros também mostra como decisões tomadas na Prefeitura de São Paulo — no caso, a política municipal de educação infantil — se traduzem, na prática, em vagas e atendimento concretos para as crianças que vivem nas ruas e vielas de Helipa e do Ipiranga.