A primeira etapa do Censo de Heliópolis chegou ao fim. Conduzido pela UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região), o levantamento concluiu a contagem das unidades habitacionais, dos comércios e dos serviços espalhados pelo território, um passo inicial para desenhar um retrato mais preciso da maior favela de São Paulo.

Estimada em cerca de 200 mil moradores, a comunidade fica dentro do município de São Paulo, na área da Subprefeitura do Ipiranga. Reunir números próprios sobre quem vive e trabalha em Heliópolis é uma forma de a população local sustentar demandas por creches, unidades de saúde, saneamento e outras políticas públicas com dados na mão, e não apenas com estimativas externas.

O que ainda falta no levantamento

Segundo a UNAS, o trabalho não terminou com a contagem dos imóveis. As fases seguintes preveem entrevistas com empreendedores, organizações, equipamentos públicos e moradores, com o objetivo de mapear o perfil, a história e a realidade de quem vive no território. É essa parte qualitativa que deve transformar os números em um panorama detalhado da vida na favela.

A continuidade, porém, esbarra em uma condição prática: as próximas etapas ainda dependem de financiamento para acontecer. Sem novos recursos, o censo corre o risco de ficar restrito à contagem já concluída.

Como apoiar o Censo de Heliópolis

Moradores, organizações e apoiadores interessados em colaborar com a continuidade do levantamento podem procurar a entidade pelo e-mail apoieacausa@unas.org.br. A UNAS mantém a coleta de dados como uma ferramenta permanente de fortalecimento da comunidade e de embasamento para a cobrança de serviços públicos no território.